Petróleo bruto
Panorama do mercado
O petróleo bruto é precificado contra poucas referências — Brent no Atlântico, WTI na América do Norte, Dubai e Omã no fluxo que segue para a Ásia —, e cada corrente negocia com um diferencial sobre a sua referência, definido pela qualidade: grau API, que mede se o óleo é leve ou pesado, e teor de enxofre, que o classifica como doce ou azedo. O comprador final quase sempre é uma refinaria, que escolhe o óleo pela compatibilidade com a sua configuração, e não só pelo preço. As cargas viajam em navios-tanque de diferentes portes, com quantidade e qualidade atestadas por inspetor independente no carregamento. O Brasil ocupa posição relevante como exportador, sobretudo de correntes do pré-sal.
Formas de negociação
Atendemos cargas spot e contratos de fornecimento a prazo, em base FOB no porto de carregamento ou CIF e DES no destino. O preço é normalmente uma fórmula — referência mais diferencial —, apurada numa janela de dias em torno da data do conhecimento de embarque. Inspeção independente de quantidade e qualidade, carta de crédito documentária e contrato com a especificação da corrente fazem parte do desenho usual.
Contraparte buscada
Do lado vendedor, produtores, companhias nacionais de petróleo e traders com alocação de carga comprovável. Do lado comprador, refinarias e traders com capacidade de abrir instrumento de pagamento compatível com o volume. Na triagem, olhamos primeiro a coerência entre corrente, volume e porto: uma oferta que não nomeia a corrente nem o porto de carregamento ainda não é uma oferta.
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